segunda-feira, 9 de maio de 2016

Sororoca

Apresenta linha lateral em declive lateral. Coloração do dorso de um azul-esverdeado a um cinza-escuro, sendo a sua metade inferior branco-prateada. Nos flancos tem uma série de manchas arredondadas, de cor amarela, dourada ou marrom claro. Atinge aproximadamente 80 cm de comprimento e 3 Kg de peso.




Nome científico: Scomberomorus brasiliensis
Família: Scombridae
Outros nomes comuns: Serra, cavala, cavalinha, caroroca, cavala-pintada, serra-pima, serra-pininga e serrinha.
Onde vive: Atlântico Ocidental, de Belize e México ao Rio Grande do Sul, raramente até a Argentina.
Tamanho: Até 125 cm e cerca de 8 kg; o recorde mundial da IGFA é de 1 999, de Mangaratiba (RJ), com 6,71 kg.
O que come: Peixes pequenos, especialmente sardinhas e manjubas, além de lulas, zooplâncton e crustáceos pelágicos.
Quando e onde pescar: Por todo o Brasil. No Nordeste, o ano todo, e no Sul e Sudeste, do inverno ao final do verão.
Status de conservação: Não ameaçada.

Dicas de Pesca

A sororoca ataca com avidez pequenas iscas de barbela em corrico rápido. Quando o barco passa em meio a um cardume, também vale parar e praticar a pesca de arremesso ou descer pequenos metal jigs. Apesar dos dentes afiados, muitos pescadores preferem não usar empate de aço, alegando que a maior produtividade compensa o risco de perder algumas iscas. Plug de Barbela / Meia Água Jigs Gotcha e Krill Sardinha Jumping Jig



O rei da carne


Beijupira
Rachycentridae é uma família de peixes da subordem Percoidei, superfamília Percoidea. Esta família é constituída por um único gênero, Rachycentron, e por uma única espécie, Rachycentron canadum, conhecido popularmente como bijupirá, beijupirá ou cobia.
O beijupirá atinge um comprimento máximo de 2 m e peso máximo de 80 kg, possui corpo fusiforme, subcilíndrico, cabeça achatada. Possuem olhos pequenos, boca prognata.
São pelágicos e são normalmente solitários exceto por agregações para desova anual, porém eles irão reunir-se em recifes, naufrágios, portos, bóias e outros elementos estruturais. Eles podem também entrar estuários e manguezais em busca de presas. Eles são encontrados em áreas do Oceano Atlântico e do Pacífico onde a temperatura média da água é de 24°C ou superior. No Brasil ocorrem nas Regiões Norte, Nordeste, Sudeste e Sul (do Amapá ao Rio Grande do Sul) sendo mais comum no Nordeste.

Hábitos alimentares
Alimenta-se de peixes, crustáceos e lulas. O beijupirá segue animais maiores, como tubarões, tartarugas e raias manta na esperança de conseguir os restos de uma refeição. É um peixe intensamente curioso e não tem medo dos barcos. Os seus predadores não estão bem conhecidos, mas o dourado (Coryphaena hippurus) alimenta-se de beijupirás imaturos. Tubarões mako alimentam-se dos adultos de beijupirá.


sábado, 7 de maio de 2016

Fibra ou Alumínio? Qual a melhor opção.

  • TIPO DE ÁGUA – Barcos de alumínio não são adequados com água salgada, mesmo apesar dos novos tratamentos das chapas de alumínio. Principalmente em barcos de alumínio sem pintura ocorre corrosão e acúmulo de sal entre os rebites, o que pode ser desastroso.Ou seja para ser usado no mar, em lagos ou lagoas salgadas você precisará de manutenção em pouquíssimo tempo, sendo assim,  você precisa mensurar racionalmente esse custo a longo prazo. Não é a toa que dificilmente se vê barcos de alumínio em locais de agua salgada.

  • CRACAS –  Infelizmente não é só o sal que deteriora os barcos. As “cracas” que se alojam nas frestas ganham a batalha contra qualquer tratamento anti-corrosão de barcos de alumínio e além do mais o tratamento anticorrosivo pode ser tóxico e, a longo prazo, liberas substâncias nocivas a vida marinha ao redor de onde o barco fica ancorado.

  • AUTONOMIA – Outro ponto a ser considerado antes de escolher entre barcos de fibra e barcos de alumínio é a autonomia da embarcação. O barco de fibra de vidro pode ser construído com estrutura suficiente para você inserir um tanque de combustível que pode conter vários litros. Já Os barcos de alumínio, como possuem a estrutura tipo concha, nesse quesito perdem espaço de armazenamento.  O resultado disso é que é comum ver barcos de aluminio com seu espaço para passageiros ocupado por galões, o que, convenhamos, não é nada prático.

  • PESCA – Sobre a questão de pesca precisamos também refletir com atenção. Se você estiver pescando em igarapés, pequenos lagos ou rios, você pode usar o barco de alumínio apesar da questão da autonomia que falamos acima. Mas se você estiver pescando em áreas costeiras, lagos grandes ou em mar aberto, barcos de fibra de vidro são obrigatórios.

  • DURABILIDADE – Após anos de uso você percebe que o casco do barco de fibra de vidro, lida muito bem com as intempéries e com o sal marinho. Basta fazer uma pesquisa na Internet e você vai encontrar barcos de fibra com mais de 10 anos sendo vendidos em bom estado. Só isso já demonstra, por si só,  sua resistência.

  • CLIMA – As condições climáticas também são determinantes em sua escolha. Numa tempestade de raios repentina um barco de alumínio não é o melhor lugar para estar. Concorda? Além disso por ser mais pesado o Barco de fibra consegue maior estabilidade mesmo em tempestades em alto mar dando segurança maior ao passageiros.

  • CONFORTO – o barco de fibra de vidro vai ser mais adequado se você pensar em quantas pessoas vão pescar ou passear com você. Por exemplo, um grupo de 3 ou mais pessoas, terão assentos suficientes e espaço para acomodar bagagens.

  • PINTURA – Apesar de barcos de fibra poderem ser pintados,  a vantagem do barco de alumínio é principalmente em relação a esse item, pois a pintura pode ser feita um pouco mais facilmente.

  • ENGENHARIA – Barcos de Fibra de vidro pode ser moldados de várias maneiras na hora da construção, o que já não ocorre com os barcos de alumínio. Essa maleabilidade dá os engenheiros com mais experiência um controle maior na Fabricação de Barcos com casco de alta performance. Por isso é possível ver barcos de fibras cortando as ondas com maior eficácia e espalhando de maneira mais fluente o fluxo de água, o que já não ocorre em barcos de alumínio.

  • RUÍDO – O ruído é outro componente importante, pois barcos de alumínios fazem mais ruídos de que embarcações de fibra. Lembre-se que isso pode ser desastroso em alguns tipos de pescarias.
  • RESUMO:
    A verdade é que os barcos de fibra possuem maior Espaço, Segurança, Conforto, Estabilidade, Resistência e Manutenção mais barata.

Cavala



 Acanthocybium solandri (Cuvier, 1829) é um peixe escombrídeo conhecido pelos nomes comuns de cavala, cavala-da-índia, cavala-aipim, aimpim, guarapicu ou cavala-wahoo no Brasilcavala-gigante em Moçambiqueserra em Cabo Verde e nos Açoresserra-da-índia, em Portugal. É uma espécie pelágica comum nas águas superficiais das regiões tropicais e subtropicais de todos os oceanos. Embora não seja muito abundante (cerca de 3000 toneladas de capturas registadas pela FAO em todos os países, segundo o FishStat Plus), aparece em várias pescarias pelágicas e na pesca desportiva. A espécie é a única do género monotípicoAcanthocybium.

Tem o corpo alongado, em forma de torpedo e pode atingir 250 cm de comprimento e um peso de mais de 80 kg. O dorso é verde-azul iridescente e os lados prateados, com 24 a 30 barras verticais de cor azul-cobalto, que atravessam a linha lateral. A pele é totalmente coberta por pequenas escamas, sem ter áreas nuas. A barbatana dorsal é longa, tem 23 a 27 espinhos e 12 a 16 raios, os últimos formando pequenos segmentos separados (como é característico da família). A barbatana anal é pequena e igualmente dividida em segmentos, formada por 12 a 14 raios; a caudal é simétrica, largamente bifurcada (também característica da família).
cabeça é grande (um quinto a um sexto do comprimento total), com um focinho quase tão grande como o resto. A boca é grande, com numerosos dentes fortes, triangulares, comprimidos e finamente serrados. A parte posterior da maxila está completamente coberta pelo osso preorbital. Não tem branquispinhas, o que atesta o seu hábito de predador.

Muito apreciado no Brasil.

Centropomus é um gênero de peixes da família Centropomidae. Suas espécies são diferenciadas pelo número de escamas da linha lateral e de espinhos na nadadeira anal. Existem doze espécies de Centropomus, sendo que as cinco primeiras ocorrem no Brasil. Muitas espécies são conhecidas popularmente como robalo.
Centropomus undecimalis tem os nomes diferentes ao longo da costa brasileira. Nas regiões Sul e Sudeste do Brasil, são chamados de robalo flexa ou robalão. Entre o norte do Rio de Janeiro e o sul da Bahia, tem o nome de furão, por furar as redes e tarrafas. Na Bahia, é conhecido como flexa ou rubalo. E, do norte da Bahia até o Oiapoque, é conhecido como camorim açu,camurim açu ou camury açu.

As demais espécies têm ainda outros nomes conforme a região. Na região Sul e Sudeste do Brasil são chamados de robalo peva. Na Bahia, ele é conhecido como rubalo ou barriga mole. Do norte da Bahia até o Oiapoque, ganha os nomes de camorim, camurim, oucamury.

Barracuda

A Fera dos Mares
Sphyraena é um género de peixes perciformes marinhos, o único da família monotípica Sphyraenidae, que inclui as espécies conhecidas pelo nome comum de barracuda. São peixes ósseos predadores que podem atingir grandes dimensões, armados de fortes mandíbulas e grandes dentes, corpo longo e esguio, quase serpentiforme, recoberto por pequenas escamas lisas. Algumas espécies atingem 2,1 m de comprimento total e 30 cm de diâmetro.[1] [2] O género inclui 28 espécies com distribuição natural nas zonas tropicais e sub-tropicais de todos os oceanos. Com hábitos pelágicos, as barracudas ocorrem junto à superfície das águas e nas proximidades de recifes de coral ou de áreas com o fundo recoberto por prados marinhos.[3] O registo fóssil conhecido deste género inicia-se há 56 milhões de anos atrás, no baixo Eoceno.[4]
As barracudas são peixes alongados e finos, quase serpentiformes, que podem alcançar 1,8 m de comprimento total, chegando nalguns casos a ultrapassar os 2,1 m de comprimento total e os 30 cm de diâmetro. A cabeça é grande e afilada, terminando numa boca desproporcionadamente grande e repleta de dentes aguçados, de tamanhos desiguais, inseridos em fundos alvéolos dentáriosdistribuídos irregularmente ao longo das poderosas mandíbulas. Na maioria das espécies a mandíbula inferior é proeminente.
Nas barracudas, a superfície externa dos opérculos é lisa e sem espinhos, recoberta por pequenas escamas. Apresentam duasbarbatanas dorsais bem separadas uma da outra e uma linha lateral proeminente. A barbatana anterior tem cinco espinhos e a barbatana posterior apenas um espinho, mas complementado por nove raios moles. A barbatana dorsal posterior é semelhante em tamanho à barbatana anal e está situado acima dela. O linha lateral é proeminente e estende-se em linha recta da cabeça à cauda. A barbatana dorsal é espinhosa e está colocado acima das barbatanas pélvicas, estando normalmente recolhida num sulco. Abarbatana caudal é moderadamente bifurcada, com os seus gumes posteriores com dupla curvatura, e está situado na extremidade de um robusto pedúnculo caudal. As barbatanas peitorais estão inseridas em posição lateral baixa. A bexiga natatória é grande.
As barracudas são populares tanto alimento, sendo por isso alvo da pesca comercial, e como presas na pesca lúdica. A carne destes peixes é mais frequentemente consumidos como filetes ou bifes. As espécies maiores, como a barracuda-gigante (S. barracuda), têm sido implicados em casos da intoxicação alimentar conhecida por ciguatera.[11] Os sintomas mais comuns em pessoas que foram diagnosticadas com este tipo de intoxicação alimentar são o desconforto gastro-intestinal, a fraqueza muscular e alguma incapacidade de diferenciar o quente do frio de forma eficaz.[7]
Nas regiões costeiras da África Ocidental a carne das barracudas é fumada para uso em sopas e molhos. A dissecação obtida durante o processo de fumeiro protege a carne destes animais, que é delicada, da desintegração durante a cozedura e realça o seu sabor.
Xaréu Branco
 Família: Carangidae
Características: Sua coloração é prateada, escurecendo no dorso e clareando nos flancos e no ventre e o corpo tem formato romboidal, alto e comprimido, com a parte posterior no formato de triângulo com ápice no início do estreito pedúnculo caudal. A altura do corpo é muito maior em exemplar jovem e mais alongada em exemplar adulto, apresentado carenas no final da linha lateral. Alimenta-se de peixes e crustáceos e sua reprodução ocorre em alto mar durante o verão. Chega a atingir 1 m de comprimento e pode ultrapassar os 15 kg.
Hábitos: São peixes de águas abertas que podem ser encontrados individualmente ou em pequenos cardumes sempre com poucos indivíduos. Os adultos podem ser localizados junto aos parcéis e recifes em paredões mais profundos. Extremamente combatente e veloz, dá um verdadeiro suadouro àqueles que se dedicam a sua captura. No Brasil ele pode ser encontrado em toda a costa, com exceção feita à costeira gaúcha. Nos estados do Paraná e Santa Catarina é comum ser chamado de galo, principalmente o exemplar mais jovem, por apresentar prolongamentos filiformes nas nadadeira dorsal e anal a exemplo dos galos de penecho ( Selene vômer ).
Curiosidades: Esse valente peixe que enlouquece os pescadores de água salgada pertence à família dos Carangidae e responde pelo nome científico de Alectis ciliaris . A grande diferença física entre jovens e adultos originou outros nomes científicos. No caso dos adultos do Oceano Atlântico, Hynnis cubensis e para os que habitam águas do Pacífico, Hynnis hopkinsi . É conhecido internacionalmente como African Pompano com o recorde absoluto (IGFA) pesando 22,9 kg capturado em abril de 1990 na costa de Daytona Beach, Flórida, USA, por Tom Sargent. Possui vários nomes regionais como: abacataia, aleto, aracanguira, aracimbora, galo, galo alto, galo de fita, peixe galo do Brasil, guaracimbora, entre outros.
Onde encontrar: Em toda a costa brasileira junto à coluna d’água nadam junto à superfície – os exemplares jovens alcançam com mais facilidade. Os adultos são solitários e quando estão em cardumes não passam de poucos exemplares e às vezes costumam caçar na superfície. Sua pesca é feita na costeira normalmente em regiões de mar batido com bastante espuma ou contornando parcéis, lajes, ilhas ou recifes. Nos meses quentes são mais freqüentes em mar aberto.
Dicas para pescá-lo: Procure os xaréus nos parcéis quando a correnteza vier do sul para o leste, isto geralmente ocorre logo após as frentes frias.